Em meio à crise atual causada pela Covid-19, Fiesp, Ciesp, Sesi, Senai e IRS estão empreendendo esforços para ajudar nosso país, nossas empresas e toda a sociedade a atravessarem da melhor maneira possível este período difícil. Neste portal, estão reunidas suas principais ações e notícias nesse sentido.
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Ações para mitigar efeitos da pandemia são tema de videoconferência na Fiesp

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

As ações da Fiesp em conjunto com o Sesi-SP e o Senai-SP foram o tema principal da reunião do Conselho Superior de Responsabilidade Social da Fiesp (Consocial), realizada na manhã da quinta-feira (15/4), com a mediação de seu presidente, Raul Cutait, que lembrou a todos os presentes “as oportunidades que a pandemia trouxe para que as pessoas fossem mais solidárias, com representantes da sociedade civil fazendo sua parte”.

No primeiro painel, o Dr. José Medina, diretor superintendente do Hospital do Rim, apresentou os últimos dados da pandemia no Brasil, fez breve avaliação do quadro e do que esperar no futuro próximo. “Temos impactos sociais e econômicos, mas não podemos esquecer que o Brasil segue representando 10% do número total de casos e de óbitos no mundo, e que São Paulo é um indicador do que ocorre no país como um todo”, disse o médico.

Embora bastante criticadas, as medidas de restrição adotadas pelo poder público, segundo Medina, são fundamentais para preservar as vidas de agora, mas a flexibilização dessas medidas tem por objetivo manter a atividade econômica, a qualidade e expectativa de vida futura. “Contudo, o resultado da fase mais restritiva só é observável depois de duas semanas, aproximadamente. Hoje vemos que o número de casos de pessoas internadas em UTI vem decrescendo, o que coincidiu com o término do período mais restritivo”, observou.

Para evitar o que ocorreu na Europa, onde a população abandonou o uso de máscaras, voltou a se aglomerar e viu o número de casos voltar a subir nos últimos meses, forçando novos lockdowns no Reino Unido, Itália e Portugal, Medina sugere que no Brasil as pessoas continuem seguindo os protocolos de segurança e, principalmente, usando máscaras. “É melhor seguir com elas [as máscaras] até o Natal, pois provavelmente ainda haverá número considerável de casos, dependendo da velocidade da vacinação”.

Esperança de dias melhores, a vacinação já reduziu em 50% o número de internações na UTI de pessoas acima de 90 anos. Pode parecer pouco, mas, de acordo com Dr. Medina, à medida em que a vacina atingir maior número de pessoas a situação deverá voltar, aos poucos, à normalidade. “A populaçãos não pode pensar que vacina é igual picada de cobra, em que os efeitos são sentidos no mesmo dia. Quem toma a vacina precisa tomar os cuidados, da mesma forma que estava fazendo antes da vacina, pois leva semanas para que ela tenha efeito, e a volta à normalidade vai começar quando tivermos grande número de pessoas imunizadas e a disseminação do vírus controlada”.

Para Medina, o transporte público e o trabalho "não são os maiores problemas na propagação do vírus, caso os protocolos sejam seguidos", mas aponta as festas como ambiente mais propício ao contágio. “Porque as pessoas estão de modo informal, cantando, se abraçando sem máscaras e expostas por mais tempo. Esse vírus se propaga no contato de uma pessoa com a outra”.

Ações Fiesp/Sesi-SP e Senai-SP

O superintendente do Sesi-SP, Alexandre Pflug, destacou as ações da entidade durante a pandemia. No campo educacional, citou a criação da plataforma Conexão Digital, em abril do ano passado, que possibilitou aos 100 mil alunos da rede Sesi-SP ter aulas não presenciais. “Mais do que isso, a entidade forneceu seus computadores aos alunos que não tinham como acompanhar as aulas, em muitos casos cedendo até mesmo um modem 3G”, disse Pflug.

No Sesi-SP, a mensalidade é subsidiada pela indústria para alunos de baixa renda, com 100% de gratuidade às famílias cujo salário per capita seja inferior a um salário mínimo. “Filhos de funcionários da indústria recebem 70% de subsídio, e os da comunidade têm o benefício de 50% do custo”. E durante a pandemia esses subsídios foram aumentados em alguns casos específicos, de acordo com o superintendente.

Pflug também mostrou as ações da entidade em relação à indústria, que incluem orientação quanto à aplicação dos protocolos de saúde, credenciamento para testagem qualificada, e a criação do centro de acolhimento pós-Covid: serviço médico integrado e disponibilizado para atender pacientes que se recuperaram da doença e possam apresentar algum tipo de sequela física, respiratória ou emocional. “Também fizemos grande campanha de doação de alimentos este ano, que já conta com 118 toneladas de alimentos arrecadados e distribuídos por entidades parceiras, a exemplo do que fizemos no ano passado, quando nossas escolas serviram milhões de refeições”, ressaltou.

Por sua vez, o Senai-SP também vem atuando desde o início da pandemia para mitigar seus efeitos na sociedade. O diretor regional, Ricardo Terra, explicou que no ano passado, quando explodiu a demanda por álcool gel, a entidade foi responsável pela produção de um milhão de almotolias com o produto, doadas a comunidades carentes. “Além disso, confeccionamos um milhão de máscaras cirúrgicas e contribuímos com a ABNT na construção da normativa sobre a fabricação desses itens”.

Outra ação apontada por Terra foi o conserto de respiradores hospitalares em 2020, sendo 205 unidades dentro das escolas da rede, e o treinamento de profissionais das principais montadoras do Brasil, que foram responsáveis pelo reparo de mais 647 aparelhos no estado de São Paulo e 2.546 respiradores em todo o Brasil. “A manutenção de respiradores continua este ano, e em duas semanas recebemos 83 respiradores na escola da Vila Leopoldina, dos quais 34 já foram consertados e retornaram para as unidades de saúde, para atender aqueles que precisam”, enfatizou Terra.

Em 2021, com a questão de máscaras e álcool em gel resolvidas, o Senai-SP identificou outra frente de atuação. “Criamos uma campanha para minimizar a falta de cilindros de oxigênio nos hospitais, incentivando as indústrias a adaptar mais de 3.200 cilindros industriais para receberem oxigênio e serem encaminhados para as unidades de saúde, a fim de suprir a demanda”, completou o diretor.

O fechamento do evento teve ainda a participação da empresária Luiza Helena Trajano, que disse ser a pandemia a responsável por trazer à tona e escancarar para todos a questão da desigualdade social no Brasil. “E os empresários tiveram e têm ainda grande papel neste momento, pois não se trata de um problema político, mas da sociedade, e que afeta a todos. Ninguém esperava viver o que estamos vivendo hoje, mas estamos tentando ajudar no máximo possível para minimizar os impactos da pandemia, principalmente para pequenas e médias empresas, responsáveis por 85% dos empregos de modo geral”, afirmou a presidente do conselho de administração da Magazine Luiza, que também lidera o grupo Mulheres do Brasil, que está atuando para incentivar e facilitar a vacinação.

“Seria muito importante vacinar todos os brasileiros até setembro de 2021, e como podemos fazer isso? Focando na solução, sem reclamar nem buscar culpados. Nosso grupo atua de modo apartidário e dialoga com todos os governos. Precisamos gerar energia, e não calor”, defendeu Trajano. “Sem união não vamos vencer o vírus”.

 


Solução dos problemas, segundo Luiza Trajano, passa pela união, não por apontar culpados. Foto: Everton Amaro/Fiesp

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