Em meio à crise atual causada pela Covid-19, Fiesp, Ciesp, Sesi, Senai e IRS estão empreendendo esforços para ajudar nosso país, nossas empresas e toda a sociedade a atravessarem da melhor maneira possível este período difícil. Neste portal, estão reunidas suas principais ações e notícias nesse sentido.
Ambiental

As transformações causadas pela Covid-19 na sociedade e seus reflexos no meio ambiente foi tema do encontro virtual do Dia Mundial do Meio Ambiente

 

Há 22 anos, a Fiesp celebra a data global. Este ano, em razão da COVID-19, a reunião foi realizada por videoconferência e reuniu médicos, especialistas em meio ambiente e jornalistas

 

O Dia do Meio Ambiente é celebrado em 5 de junho em todo o mundo. Este ano, o tema global é biodiversidade. Com foco em sensibilizar a sociedade sobre a questão e também para mostrar como a indústria contribui com ações e projetos que têm resultado em um meio ambiente mais saudável, a Fiesp realiza, há 22 anos, um encontro que reúne especialistas, autoridades do setor e comunicadores.

Este ano, em razão das mudanças de comportamento geradas pela COVID-19, a reunião foi realizada via videoconferência e discutiu exatamente a relação entre a pandemia do novo coronavírus e o meio ambiente. Juntos, os participantes debateram sobre o tema, trazendo tendências e apresentando caminhos atuais e relevantes.

Eduardo San Martin, presidente do Conselho do Meio Ambiente (Cosema), da Fiesp, abriu o encontro reforçando a preocupação histórica da entidade com o assunto. Fez um reconhecimento importante ao empreendimento de estratégias capitaneadas pelo presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, em prol da indústria paulista e também com foco na população mais carente, face às trágicas consequências do novo coronavírus.

“O presidente Paulo Skaf e toda equipe da Casa se empenharam a pensar ações como a produção de máscaras e álcool em gel, a distribuição de refeições, além da importante formulação de um Protocolo de Retomada da Economia, feito por especialistas e distribuído aos municípios. Para cuidar do dia de amanhã, temos que enfrentar a crise hoje. Estas iniciativas também refletem significativamente no meio ambiente”, considerou San Martin.

No Brasil, a desigualdade e a falta de acesso são problemas que expõem a vida e saúde da população mais carente e atingem diretamente a biodiversidade. San Martin lembrou que, no país, 100 milhões de pessoas convivem com a falta de saneamento público, ou seja, não são atendidas com serviço de água e esgoto. Outro dado alarmante: 35 milhões de brasileiros não têm água potável nas suas residências.

Criado em 1974 pelas Nações Unidas, o Dia Mundial do Meio Ambiente cresceu e se tornou uma plataforma global para a divulgação de ações públicas pelo meio ambiente em mais de 100 países.

O jornalista Alexandre Garcia foi um dos convidados para expor suas perspectivas acerca da relação pandemia do novo coronavírus e o meio ambiente, tema do encontro virtual realizado pelo Cosema e o Departamento de Desenvolvimento Sustentável (DDS), da Fiesp, para celebrar a data.

O comunicador agradeceu e afirmou sentir-se honrado com o convite. “Estou muito feliz por participar desta conversa nesta que é a federação das indústrias mais importante deste país, a Fiesp”, disse.

Garcia chamou a atenção para o fato de que os brasileiros precisam conhecer os meandros do país, a dura realidade de uma maioria que precisa trabalhar, sair de casa em meio à pandemia porque são chefes de família com filhos carentes de alimentação. “As crianças que não tiveram a sorte de ter a cozinha do Sesi, por exemplo, para receber comida, já que não estão mais indo à escola pública, precisam da nossa atenção hoje e sempre”, completou.

Ainda sobre segurança alimentar e dos alimentos, o advogado e sócio diretor da Agroicone, Rodrigo C A Lima, relevou que o Brasil é o único grande produtor de aves livres de influenza aviária, seguindo padrões internacionais da Organização Mundial de Saúde Animal. “Nossa produção adota elevados padrões de biossegurança. E isso a meu ver é algo extremamente positivo quando se fala do controle e do manejo de riscos epidemiológicos em relação à produção de alimentos. O que é um dos fatores também para minimizar a incidência e a disseminação de possíveis doenças causadas por agentes patógenos do meio ambiente”, garantiu.

Como um efeito colateral da globalização, conter a transmissão de microrganismos e de agentes infecciosos é um dos grandes desafios da saúde em todo mundo. Marcelo Burattini, professor de Informática Médica da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e professor de Infectologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) explicou o poder de atuação do mosquito Aedes, vetor para o vírus causador da dengue e de outras doenças.

O especialista também mostrou de que forma o simples ato de viajar ou mesmo se mudar para outra região tem a ver com saúde pública. “Ecossistemas diferentes possuem agentes infecciosos distintos. Historicamente, há registros de doenças que afetaram e ainda são ameaças ao bem estar das pessoas em todo o mundo como consequência do fluxo de indivíduos”, disse.

Para o ex–secretário de Meio Ambiente do estado de São Paulo, Édis Milaré, o emprego da ciência e tecnologia é uma importante ferramente para a conservação do meio ambiente, manutenção da saúde humana e a garantia da segurança alimentar. No entanto, ele frisou que os seres humanos precisam se dedicar a cuidar da biodiversidade e cobrar dos gestores públicos ações de controle e atenção à vida ambiental.

“Precisamos pensar em uma governança ambiental global. A pandemia do novo coronavírus virou o mundo pelo avesso e gerou forte repercussão nos pilares da biodiversidade. Harmonizar a relação do homem, sua produção e seu consumo com o meio ambiente é de suma importância. Parabenizo a Fiesp por encontros como este e por ser uma entidade que está sempre debatendo temas como, por exemplo, Economia Circular, entre outros”, falou.

Nelson Pereira dos Reis, diretor do DDS, agradeceu o conhecimento trazido por todos os participantes e garantiu que temas relevantes para indústria e para sociedade continuarão sendo foco dos debates programados pela Fiesp. “Aqui, nós devemos trazer luz para questões que afligem a população. As perspectivas de como iremos seguir durante e após a pandemia não poderia deixar de alvo de conversa entre a gente”, complementou.

 

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