Em meio à crise atual causada pela Covid-19, Fiesp, Ciesp, Sesi, Senai e IRS estão empreendendo esforços para ajudar nosso país, nossas empresas e toda a sociedade a atravessarem da melhor maneira possível este período difícil. Neste portal, estão reunidas suas principais ações e notícias nesse sentido.
Economia

FIESP E CIESP REALIZAM WEBINAR SOBRE AS PRINCIPAIS LINHAS DE CRÉDITO PARA ENFRENTAR PANDEMIA

 
 
 
 

 

Entre os assuntos debatidos, as altas taxas de juros para obter crédito e os fatores que contribuem para as empresas terem seus pedidos negados

A crise econômica ocasionada pela pandemia do novo coronavírus é mundial e sem precedentes. No Brasil, a situação, infelizmente, não foge da tendência e já vem impactando negativamente os negócios realizados. Tal cenário preocupante tem feito a Fiesp intensificar sua atuação em prol da injeção de crédito no setor produtivo para ajudar a preservar empresas e empregos durante o período de instabilidade financeira. Na última quinta-feira (25/06), a entidade realizou uma reunião on-line com o objetivo de apresentar e esclarecer todas as possíveis dúvidas a respeito das principais linhas de crédito para enfrentar os problemas de ordem econômica gerados pela Covid-19.

A questão das altas taxas de juros para obtenção da verba necessária para injetar ânimo e dar condições de recuperação para as empresas brasileiras esteve bastante presente no debate.

Encontro que reuniu especialistas do Departamento Sindical e de Serviços (Desin) e do Departamento da Micro, Pequena, Média Indústria e Acelera Fiesp (Dempi Acelera), da Fiesp e do Ciesp, foi transmitido pelo canal do YouTube das entidades e contou com um público virtual de mais de 400 pessoas.

BNDES, Pronampe, Folha Salarial, Capital de Giro, Fundos Garantidores foram algumas das linhas de crédito apresentadas durante o encontro.

Atento ao problema e líder dos pleitos sobre o tema com o governo federal, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, participou da reunião e descreveu o encontro que teve, no dia anterior, em Brasília, com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Economia, como Paulo Guedes.

“Conversamos sobre um grande desafio, que é o de fazer entrar dinheiro no caixa das empresas durante esse período de pandemia. Sempre houve dificuldade para obtenção de crédito, mas agora há uma situação grave e as empresas precisam conseguir esse oxigênio para respirar, só que de uma forma menos onerosa. Precisamos chegar ao final vivos, com saúde e com as nossas empresas seguras”, completou Skaf.

Renato Corona, gerente do departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) e do Dempi Acelera, falou sobre a ação conjunta dos departamentos da Fiesp na proposição das políticas de crédito para minimizar os efeitos desta questão tão grave.

Um ponto importante da reunião virtual foi a apresentação das principais razões da negação de crédito do BNDES pelos bancos. São elas: a falta de instrução para operar a linha e o desconhecimento do banco sobre a linha, os débitos tributários do solicitante e a exigência de garantias.

Entre as linhas apresentadas, algumas que foram resultados de pleitos da Fiesp, como o Programa de Apoio ao Setor Sucroalcooleiro (BNDES Pass), a linha de financiamento garantida por estoques de etanol, anunciada na primeira semana de junho, e a Linha BNDES de crédito para ajudar micro, pequenas e médias empresas.

“Este apoio às empresas menores está sendo muito bem executado. E contempla uma fatia do mercado que precisa bastante de atenção, que passa por severas dificuldades e que foi estrangulada com a escassez de clientes”, informou Renato Corona, para depois completar que, em pesquisa realizada com as empresas, o BDNES é reconhecido como entidade que oferta melhores prazos, taxas e carências. No entanto, a operacionalização, ou seja, a burocracia continua sendo um grande entrave para aqueles que tentam o crédito.

Sylvio Gomide, diretor titular do Dempi Acelera, relembrou a atuação dos canais de atendimento criados pela Fiesp para oferecer suporte às empresas e industriais. Por meio da Central de Crédito, é possível relatar a dúvida existente e aguardar feedback esperado. Já ao acessar o Feirão de Crédito Digital, a empresa autoriza o encaminhamento de sua demanda ao agente financeiro. Depois, será feito um contato da equipe da Fiesp com um novo link para que a unidade solicitante possa agendar dia e horário com o gerente do banco.

“Até agora já foram realizadas mais de 150 reuniões entre as empresas e os agentes financeiros envolvidos. Esses encontros acontecem via telefone, mensagem ou até mesmo por videoconfência. Quando a Fiesp faz a solicitação do atendimento, os bancos têm três dias para nos responderem”, disse Gomide.

Caso você tenha dúvidas importantes ou precise de atendimento com seu agente financeiro, é só acessar a página da Central de Crédito.

O diretor titular do Desin, Paulo Henrique Schoueri, frisou que a Fiesp está atenta a atender a demanda das entidades e tem atuado como meio para que as empresas encontrem respostas para as suas necessidades. “As empresas precisam ter dinheiro em caixa para sobreviver. Este é um assunto bastante caro para a Fiesp. É tema de diversos encontros liderados pela entidade e pelo presidente Paulo Skaf”, finalizou.

Confira na íntegra a apresentaçao do gerente do Decomtec e do Dempi Acelera, Renato Corona.

A íntegra do webinar está disponível no canal do YouTube da Fiesp. Para assistir, é só clicar neste link.

 

ACESSO AO CRÉDITO TAMBÉM É DISCUTIDO PELO CONSELHO SUPERIOR DA MICRO, PEQUENA E MÉDIA INDÚSTRIA

A recuperação e o crédito para as micros, pequenas e médias indústrias na crise provocada pela covid 19 também foi destaque na reunião do Conselho Superior da Micro, Pequena e Média Indústria (Compi) realizada na sexta-feira (26/6). O conselheiro e professor da FGV, Fábio Gallo, iniciou a apresentação com um panorama das MPEs e reforçou o cenário de recessão e incerteza que tem feito a expectativa de crescimento do setor despencar. Ele lembrou ainda que as MPEs são responsáveis por 52% dos empregos com carteira assinada gerados. O acesso ao crédito, constantemente defendido pela Fiesp, também é uma medida para defender a empregabilidade.

Tiago Peroba, chefe do departamento de Clientes e RI do BNDES, citou o Programa Emergencial de Suporte a Empregos (PESE), que auxilia no pagamento da folha salarial das empresas, como uma das medidas emergenciais mais acessadas. Ela estará em atividade até 30 de junho, mas já está em tramite na Câmara os processos necessários para o PESE ser prorrogado. Peroba também destacou que a linha de giro superou todas as expectativas. Anunciada no dia 23 de março, a medida auxiliou empresas com faturamento de até 300 milhões de reais e é válida até 30 de setembro deste ano.

Nelson de Souza, presidente da Desenvolve SP, também participou da videoconferência acompanhada por mais de 60 pessoas. Ele pontuou que durante a história da Desenvolve SP, a indústria representa 42% dos desembolsos realizados. O presidente disse que a entidade está buscando captações internacionais e focando na venda de carteira e ativo imobilizado.

Guilherme Afif Domingos, assessor especial do Ministério da Economia, lembrou que é preciso ter racionalidade nas medidas de abertura. “Ela vaia acontecer queiram ou não queiram. De forma ordenada ou desornada porque as pessoas não aguentam o isolamento. Minha preocupação é o sistema de crédito lento, mas já adotamos as medidas que deveríamos e estamos esperando que elas aconteçam”, disse.

Ele lembrou da importância de entidades como a Fiesp nesse desafio.  “Precisam estar vigiando na ponta para nós sabermos dos problemas. Se esse oxigênio para as empresas não chegar a tempo, nós vamos ter um alto índice de mortandade”, disse Afif acrescentando que muitas empresas já fecharam as portas, inclusive empreendimentos que estavam há décadas no mercado.  Neste cenário, o assessor especial lembrou que o financiamento para as grandes empresas também impacta positivamente nas MPEs, que são, muitas vezes, os fornecedores. Como exemplo, citou uma grande empresa do setor atacadista que na ponta tem 200 mil distribuidoras.

Milton Antonio Bogus, presidente do Compi, comentou que os debates ajudam a ter uma visualização mais ampla da sociedade e de como as coisas acontecem no dia a dia. “Estamos batalhando ao máximo para se tornar realidade todos esses projetos que estamos colocando na mesa”, revelou. Ele ainda reforçou que o presidente do Ciesp e da Fiesp, Paulo Skaf, mantém comunicação com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para alinhamentos que possa facilitar que o crédito chegue até as empresas.  “A Fiesp está fazendo a ‘lição de casa’ com maestria”, finalizou Bogus.

 

 

 

 

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