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VACINA CONTRA COVID-19: FIESP PROMOVE DEBATE SOBRE AS PERSPECTIVAS PARA A PRODUÇÃO E USO DO ANTIVÍRUS

 

Produzida na Universidade de Oxford, na Inglaterra, a vacina está na fase mais avançada. Ministério da Saúde agendou a compra das primeiras 34 milhões de doses, que devem chegar entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021

 

Cumprindo seu papel de promover debates sobre temas e propostas de políticas públicas para o desenvolvimento científico-tecnológico, a inovação e a competitividade das indústrias nacionais, a Fiesp realizou, nesta quinta-feira (02/07), um debate virtual para discutir o atual cenário das pesquisas para as vacinas contra a Covid-19 e as perspectivas da aplicabilidade dessa imunização para os brasileiros.

Entre os assuntos tratados na reunião por videoconferência, o relevante papel do país como um player para as fases de teste das vacinas que se encontram em desenvolvimento e a futura transferência de tecnologia para a produção do antivírus pelos pesquisadores brasileiros, em território nacional.

A discussão aconteceu durante reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic), com a participação de Marcelo Burattini, médico infectologista e professor da Faculdade de Medicina, da Universidade de São Paulo (USP), e da Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Hoje, no mundo, há 149 vacinas contra a Covid-19 sendo estudadas, 17 estão em etapa mais avançada. Entre elas, as duas que serão testadas no Brasil. A criada na Universidade de Oxford, na Inglaterra, é a que está em estágio mais avançado. Esta será testada em 5 mil brasileiros, inicialmente profissionais da área da saúde, e se espera que resultados preliminares possam vir a público em outubro.

Burattini explicou a tecnologia aplicada no desenvolvimento da vacina. De acordo com o médico e professor, os pesquisadores estão utilizando para sua concepção um vírus que não se multiplica e nem causa problemas à saúde das pessoas. Em contato com as informações genéticas do microrganismo que os cientistas querem combater, é provocada uma infecção e uma resposta, ou seja, o antígeno, deflagrando a produção do anticorpo e de outras células de defesa. “Esta tecnologia é a mais avançada entre as que estamos vendo no momento. A pesquisa já identificou que os testados sentirão alguns sintomas da doença, mas muito leves”, informou.

O Ministério da Saúde já garantiu a compra de 34 milhões de doses da vacina, um investimento na ordem de U$ 127 milhões, incluídos os custos de transferência da tecnologia e do processo produtivo pelo parque tecnológico de Biomanguinhos, o laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os lotes do antivírus deverão ser entregues entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021.

Com a comprovação da eficácia, segurança da vacina e posterior registro do medicamento no Brasil, além das 34 milhões de doses iniciais, o Ministério da Saúde realizou o agendou a compra de mais 70 milhões de doses, o que totalizaria 100 milhões de vacinas.

“Mesmo sem tais comprovações, é um passo bastante importante para a ciência brasileira, para a cadeia produtiva da saúde e da inovação, além de ser mais uma segurança para a nossa população, que teme os efeitos da pandemia. Esta transferência de tecnologia de uma vacina que, adiante, será efetivamente produzida em nosso território é uma conquista relevante”, completou Burattini.

Antonio Carlos Teixeira Álvares, presidente do Conic, reforçou que a cadeia produtiva da inovação e competitividade tem o papel de discutir as melhores práticas para as empresas industriais do setor e, dessa forma, garantir processos cada vez mais tecnológicos e eficientes. Assim, tem condições de suprir setores como o da saúde e ciência. “Estamos muito felizes com as notícias que nos foram dadas pelo médico Marcelo Burattini. E estamos disponíveis para receber demandas e atuar para facilitar a atividade dos profissionais que estão no fronte do combate ao Cononavírus”, disse, Teixeira.

Um dos diretores do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia (ComSaude), Paulo Henrique Fracaro, participou da reunião on-line. Ele relembrou o caso dos respiradores. Segundo Fracaro, quando a pandemia ganhou força, em março deste ano, existiam no Brasil quatro fábricas que produziam o equipamento. No entanto, atualmente, este total subiu para nove plantas de produção. “Temos, em formação, mais seis fábricas que irão atuar nesta área. É uma prova que, quando a indústria recebe uma demanda ou percebe um cenário, age de forma pronta”, finalizou.

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