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Webinar da Fiesp discute o cenário da retomada das atividades nas cidades brasileiras com foco na saúde

 

A fim de debater e traçar estratégias inteligentes para uma retomada segura com foco na saúde após a pandemia do coronavírus, a Fiesp realizou um webinar, na manhã da última quarta-feira (8). Entre os assuntos abordados, as principais dificuldades enfrentadas pelas cidades brasileiras, a disponibilidade da cadeia produtiva em suprir a demanda do setor da saúde e a criação e o fortalecimento de um canal eficiente de comunicação entre os gestores dos municípios e a indústria nacional.

A discussão aconteceu em uma reunião on-line do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia (ComSaude) da Fiesp. Para falar sobre o tema, foram convidados Mauro Junqueira, secretário executivo do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, CONASEMS, e Geraldo Reple, presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde – COSEMS/SP.

As dificuldades enfrentadas pelas lideranças municipais foram e ainda são muitas. Algumas, já estão parcialmente superadas, como a disponibilidade de respiradores e máscaras, carência que contou com ajuda da Fiesp para ser minimizada. Por meio da tecnologia desenvolvida e da atuação dos profissionais do Senai-SP, foi possível consertar respiradores que estavam quebrados e fora de uso e produzir máscaras cirúrgicas e de pano para ofertar a quem precisa.

“Em termos de estrutura estamos em um cenário melhor e devemos bastante à pronta resposta da indústria da saúde. Corremos contra o tempo e habilitamos mais de 12 mil leitos de UTI no país, em menos de 90 dias. Estamos vivendo, neste momento, a crise da falta de medicamentos e do kit de entubação”, afirmou Mauro Junqueira.

Há medicamentos, por exemplo, os quais é possível perceber um aumento de quase 40 vezes em sua procura. O secretário lembrou que o orçamento anual para a saúde é de R$ 120 bilhões e que o Ministério da Saúde liberou outros R$ 39 bilhões para serem aplicados em estratégias e ações de controle da pandemia.

Outro ponto que causa preocupação dos gestores desde o início da pandemia é a carência de médicos intensivistas no país. Para Geraldo Reple, há décadas, o Brasil vem deixando de formar profissionais para atuar no fronte do sistema público. “Cada vez mais temos especialistas. Mas, assistimos a um déficit crescente de médicos para a atenção básica. Considero que nesta etapa do atendimento, é possível resolver muitos dos problemas de saúde que acometem nossa população”, explicou.

André Rebelo, assessor para assuntos estratégicos da Fiesp, relembrou que no momento em que a entidade, por meio do seu presidente, Paulo Skaf, resolveu atuar em prol da recuperação de respiradores, não se conhecia exatamente o tamanho real do problema. Muito em razão da carência de um diagnóstico claro do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Não sabíamos e não sabemos ainda qual é o gargalo do SUS em relação à falta de equipamentos extremamente necessários. Os municípios e os estados saíram comprando o que precisava, a qualquer preço, com o objetivo de sanar a falta, o que, obviamente, se fez necessário. Acredito que um importante legado deste triste momento seria incorporar racionalidade e planejamento ao nosso sistema de saúde”, completou.

O diretor titular do ComSaude, Ruy Baumer, reforçou que o setor produtivo deu mais uma vez a resposta rápida às demandas que foram surgindo durante a pandemia. Alertou para a necessidade de o país priorizar a indústria local, fortalecendo-a e minimizando a busca pela importação de produtos básicos. “Nós, enquanto cadeia produtiva da saúde, estamos à disposição dos gestores dos municípios para termos conversas como essas sempre que preciso. Organização e planejamento podem gerar respostas rápidas, mais baratas, priorizando qualidade, prazo, geração de emprego, renda e tecnologia para o país”, disse.

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